Algoritmo do X revela novas estratégias para ganhar alcance
O X divulgou novos detalhes sobre o feed "For You" e o algoritmo Phoenix: compartilhamentos, respostas e quotes pesam mais que curtidas. Veja o que muda para marcas e agências.

Escrito por
Willian Cavalcante
Publicado em
O X, antigo Twitter, voltou a chamar atenção do mercado de social media ao divulgar novos detalhes sobre como o seu algoritmo organiza o feed “For You”. A atualização ganhou destaque porque expõe sinais positivos e negativos usados para ranquear posts, além de mostrar quais interações podem pesar mais na distribuição de conteúdo dentro da plataforma. Para marcas, creators e agências, entender essa lógica é essencial para ajustar a estratégia de publicação. (Social Media Today)
Segundo o Social Media Today, a plataforma publicou novos insights sobre o funcionamento do feed em uma tentativa de aumentar a transparência sobre como o sistema decide o que cada usuário vê. A reportagem também destaca uma análise do Business Insider sobre o algoritmo Phoenix, responsável por prever quais posts têm maior chance de gerar determinadas ações de engajamento em cada usuário. (Social Media Today)
A principal leitura é clara: no X, nem todo engajamento tem o mesmo peso. Curtidas ainda importam, mas sinais como compartilhamentos, respostas, quotes, envio por DM e cópia do link podem indicar mais valor para o algoritmo. Ao mesmo tempo, ações negativas como denúncias, mutes e “não tenho interesse” podem limitar a entrega de um post para determinados usuários. (Social Media Today)
Para quem trabalha com marketing digital, a notícia reforça uma mudança importante: postar apenas para receber likes pode não ser mais suficiente. A estratégia precisa considerar compartilhabilidade, relevância para a audiência, contexto da conversa, retenção de atenção e risco de rejeição. Em outras palavras, o algoritmo parece favorecer conteúdos que as pessoas querem levar adiante, não apenas conteúdos que recebem interações rápidas.
O que é o algoritmo Phoenix do X
O Phoenix é apresentado como parte central do sistema de recomendação do feed “For You” do X. Segundo o repositório oficial da plataforma no GitHub, o feed combina conteúdos de contas que o usuário segue com conteúdos de fora da rede do usuário, encontrados por mecanismos de recomendação baseados em machine learning. Esses posts são filtrados e ranqueados por um modelo que considera múltiplos sinais antes de decidir a ordem de exibição. (GitHub)
Na prática, isso significa que o feed “For You” não é apenas uma sequência cronológica de publicações. Ele é montado a cada solicitação, combinando posts recentes de contas seguidas, recomendações de fora da rede e outros elementos, como anúncios e sugestões. O próprio repositório oficial explica que o ranking decide a ordem dos posts, enquanto a filtragem de visibilidade decide se determinado conteúdo pode ou não ser exibido. (GitHub)
O Social Media Today resume o Phoenix como um sistema que busca prever o que cada usuário tende a fazer com um post, com base no comportamento anterior. Isso inclui estimativas sobre curtidas, respostas, reposts, compartilhamentos, bloqueios, mutes, denúncias e outras ações. A partir dessas previsões, o sistema cria uma pontuação de ranking para cada post candidato ao feed. (Social Media Today)
Para marcas e creators, isso muda a forma de pensar conteúdo. O objetivo não é apenas publicar algo “bom” de forma genérica, mas produzir posts com maior chance de gerar ações relevantes para o público certo. O algoritmo é personalizado, então o desempenho de um post pode variar bastante dependendo de quem está vendo, quais sinais aquela pessoa costuma dar e que tipo de conteúdo ela tende a compartilhar ou rejeitar.
Compartilhamentos ganham mais peso que curtidas
O ponto mais comentado da análise é o peso dos compartilhamentos. Segundo o Social Media Today, a análise do Business Insider indica que o algoritmo Phoenix está fortemente orientado a incentivar compartilhamentos, especialmente quando o usuário copia a URL do post. Nesse modelo, uma previsão de compartilhamento por cópia de link teria peso muito superior ao de uma curtida. (Social Media Today)
O Business Insider detalha que, segundo o código analisado, a previsão de que um usuário copie o link de um post teria peso cerca de 40 vezes maior do que a previsão de uma curtida. Respostas, quotes e compartilhamentos por DM também aparecem com peso superior ao like, enquanto o repost teria peso menor do que essas interações mais ativas. (Business Insider)
É importante interpretar esses números com cuidado. O próprio repositório oficial do X alerta que os pesos não devem ser lidos como contagem direta de ações brutas. Eles escalam probabilidades previstas pelo modelo, e não simplesmente somam interações reais. Portanto, não é correto concluir que uma ação isolada “vale” exatamente determinado número de curtidas em todos os casos. (GitHub)
Mesmo assim, a direção estratégica é relevante. Se o algoritmo atribui mais valor a ações que indicam compartilhamento e circulação fora do feed imediato, o conteúdo mais forte no X tende a ser aquele que as pessoas querem enviar, comentar, citar ou levar para outra conversa. Para marcas, isso significa pensar menos em frases feitas e mais em posts que geram utilidade, opinião, identificação ou debate qualificado.
Likes ainda importam, mas perderam protagonismo
As curtidas continuam sendo um sinal positivo, mas aparecem como uma interação de menor peso em comparação com outras ações. Segundo o Social Media Today, o like é um dos indicadores positivos mais baixos dentro das métricas de engajamento do X, enquanto compartilhamentos, respostas, quotes e follows têm pesos superiores na lógica apresentada pela análise. (Social Media Today)
Isso não significa que uma marca deva ignorar curtidas. Likes ainda ajudam a sinalizar interesse e podem contribuir para o desempenho de um post. O problema é tratá-los como principal medida de sucesso. Um conteúdo com muitos likes, mas poucas respostas, poucos compartilhamentos e baixa circulação, pode parecer forte visualmente, mas não necessariamente representa alto valor para o algoritmo.
Essa mudança conversa com uma tendência maior das redes sociais. Plataformas querem identificar sinais de engajamento mais profundos do que ações rápidas. Compartilhar, responder, citar e enviar por mensagem exigem mais intenção do usuário do que simplesmente tocar no botão de curtir. Por isso, esses sinais podem ser mais úteis para prever relevância real.
Para social medias e gestores de conteúdo, a leitura prática é simples: o post precisa provocar uma ação mais significativa. Em vez de buscar apenas aprovação, vale criar conteúdos que as pessoas queiram guardar mentalmente, debater, enviar para alguém, usar como referência ou responder com uma opinião própria.
Respostas, quotes e DMs indicam conversa real
Além do compartilhamento por cópia de link, a análise do Business Insider citada pelo Social Media Today destaca respostas, quotes e envios por DM como sinais relevantes. Essas interações indicam que o post não foi apenas consumido, mas entrou em uma conversa. Esse é um ponto importante para entender o X, uma plataforma historicamente baseada em debate público, opinião, comentários rápidos e repercussão em tempo real. (Social Media Today)
Respostas mostram que o conteúdo gerou reação direta. Quotes indicam que alguém quis adicionar uma camada de interpretação, concordância, crítica ou contexto. Compartilhamentos por DM mostram que o post foi considerado relevante o suficiente para ser enviado a outra pessoa. Todas essas ações apontam para um tipo de engajamento mais profundo do que o like.
Para marcas, isso exige cuidado na construção do conteúdo. Posts excessivamente neutros, genéricos ou institucionais podem até receber alguma aprovação, mas dificilmente geram conversa. Por outro lado, conteúdos com opinião, dados úteis, análises rápidas, perguntas inteligentes ou leitura de mercado têm mais chance de estimular respostas e compartilhamentos.
O desafio está em gerar conversa sem cair no “ragebait”. Publicar algo apenas para provocar briga pode até aumentar respostas no curto prazo, mas também aumenta o risco de denúncias, mutes e rejeição. A estratégia mais saudável é criar posts que gerem debate útil, não desgaste gratuito.
Sinais negativos podem derrubar o alcance
A análise também mostra que sinais negativos têm grande importância. Segundo o Social Media Today, o algoritmo penaliza posts que ele prevê que serão denunciados, silenciados, marcados como “não tenho interesse” ou bloqueados. A reportagem informa que uma denúncia teria peso negativo muito superior ao de uma curtida, enquanto mute e “não tenho interesse” também aparecem como sinais negativos fortes. (Social Media Today)
O Business Insider reforça essa leitura ao afirmar que, se o Phoenix prevê que um usuário demonstrará desagrado por um post, pesos negativos podem limitar severamente sua visibilidade. Entre esses sinais, denúncias, mutes, “not interested” e bloqueios aparecem como indicadores de rejeição que reduzem a chance de exibição daquele conteúdo para o usuário. (Business Insider)
Aqui também vale a mesma ressalva técnica: o X afirma em seu repositório que os pesos são aplicados a probabilidades previstas, não a contagens brutas. Ou seja, a lógica não deve ser entendida como uma matemática simples em que uma denúncia “anula” determinado número fixo de curtidas. Ainda assim, o sentido estratégico permanece: rejeição importa muito. (GitHub)
Para marcas, isso é um alerta contra conteúdos agressivos, enganosos, repetitivos ou desalinhados com a audiência. Um post que gera muita reação negativa pode prejudicar sua entrega para determinados usuários. Em uma rede onde opiniões fortes circulam rápido, a diferença entre conteúdo compartilhável e conteúdo rejeitado pode ser decisiva.
Ragebait pode funcionar, mas é uma aposta arriscada
O Social Media Today observa que comentários divisivos ainda podem gerar respostas e movimentação, mas essa estratégia é arriscada porque denúncias, bloqueios e mutes podem gerar penalizações relevantes. Ou seja, publicar algo inflamatório para provocar engajamento pode até funcionar em alguns casos, mas também pode limitar o alcance se a reação negativa crescer. (Social Media Today)
Esse ponto é especialmente importante para marcas. Perfis pessoais podem assumir opiniões mais provocativas, dependendo do posicionamento. Mas empresas precisam considerar reputação, percepção pública, segurança da marca e relacionamento com clientes. Nem toda conversa intensa é uma boa conversa para uma marca.
O algoritmo parece recompensar circulação, mas também tenta reduzir conteúdos que cada usuário provavelmente rejeitaria. Isso cria um equilíbrio delicado. O conteúdo precisa ser forte o suficiente para gerar reação, mas não tão desalinhado a ponto de estimular rejeição em massa entre a audiência desejada.
Na prática, a recomendação é trocar provocação vazia por ponto de vista. Uma marca pode ter opinião, defender uma tese, comentar tendências e questionar práticas do mercado. O que ela deve evitar é transformar a estratégia em conflito artificial. Alcance sem confiança pode custar caro.
O feed é personalizado para cada usuário
Um detalhe importante da análise é que muitos sinais são personalizados. Segundo o Social Media Today, os impactos negativos citados tendem a se aplicar ao espectador individual e não necessariamente a todo o alcance geral de forma ampla. Isso significa que a experiência do feed é moldada pelo comportamento de cada usuário, suas interações e suas preferências recentes. (Social Media Today)
O repositório oficial do X também explica que o feed é montado por solicitação, combinando conteúdos de contas seguidas e posts descobertos por sistemas de recomendação. O Phoenix lê o histórico recente de engajamento do usuário e prevê a probabilidade de cada ação para cada post candidato. (GitHub)
Essa personalização reforça uma mudança importante: alcance não depende apenas do tamanho da base de seguidores. Um perfil pode ter muitos seguidores e, ainda assim, não aparecer para todos com frequência. Em janeiro de 2026, o Social Media Today já havia destacado que o feed “For You” do X busca diversidade de criadores, evitando mostrar posts do mesmo autor repetidamente, o que pode limitar a entrega de vários posts de um mesmo perfil no mesmo dia. (Social Media Today)
Para marcas, isso significa que construir seguidores continua relevante, mas não basta. O conteúdo precisa gerar sinais consistentes de interesse nos públicos certos. A distribuição algorítmica favorece relevância contextual, não apenas tamanho de audiência.
Frequência de postagem precisa ser mais estratégica
A lógica de diversidade do feed também afeta a frequência de publicação. Em análise anterior sobre o algoritmo, o Social Media Today apontou que postar muito em pouco tempo pode ser prejudicial dentro do sistema, já que o feed busca diversificar autores e evitar repetição excessiva. A recomendação prática é espaçar publicações e evitar republicar o mesmo conteúdo de forma duplicada. (Social Media Today)
Isso não significa postar pouco. Significa postar com intenção. Perfis que publicam muitas vezes ao dia precisam garantir que cada post tenha uma função clara, uma proposta própria e potencial de engajamento relevante. Caso contrário, a repetição pode reduzir o impacto da conta e cansar a audiência.
Para social medias, a frequência ideal deve considerar qualidade, resposta do público, janela de atenção, tema e capacidade de interação. Publicar menos, mas com posts mais compartilháveis e melhor posicionados, pode ser mais eficiente do que produzir volume sem direção.
A lógica também reforça a importância de acompanhar dados por formato. Threads, posts curtos, imagens, vídeos, enquetes, quotes e respostas podem ter funções diferentes dentro da estratégia. O calendário precisa considerar não só quantidade, mas papel de cada publicação na conversa.
Links externos seguem sendo um ponto sensível
Outro ponto relevante para marcas é a relação do X com links externos. Em janeiro de 2026, o Social Media Today apontou que o X continuava penalizando o alcance de posts com links externos, recomendando cuidado com esse tipo de publicação. A plataforma tem interesse em manter usuários dentro do ambiente do app, o que pode afetar conteúdos que tentam levar o público imediatamente para fora. (Social Media Today)
Para marcas e veículos, isso cria um dilema. O objetivo muitas vezes é gerar tráfego para site, landing page, newsletter, blog ou página de produto. Mas, se o post com link tem alcance menor, a estratégia precisa ser ajustada. Uma possibilidade é trabalhar posts nativos que gerem interesse primeiro e usar links em comentários, respostas, bio ou sequência de publicações, conforme a lógica e os testes de cada perfil.
O ponto principal é não tratar o X apenas como canal de distribuição de link. A plataforma parece favorecer conversa nativa, conteúdo que circula dentro da rede e posts que geram interação no próprio ambiente. Isso exige adaptação na forma de divulgar artigos, notícias, campanhas e lançamentos.
Para agências, a recomendação é testar formatos. Em alguns casos, o link direto pode ser necessário. Em outros, pode ser mais eficiente transformar o conteúdo em insight nativo e direcionar o usuário de forma mais contextual. O importante é medir impacto real, não apenas repetir práticas antigas.
O que marcas devem publicar para ganhar alcance no X
Com base nas informações divulgadas, marcas devem priorizar conteúdos que gerem compartilhamento, conversa e permanência. Isso inclui análises rápidas de mercado, dados interpretados, opiniões bem fundamentadas, conteúdos úteis, bastidores relevantes, aprendizados práticos, comentários sobre tendências e posts que ajudem a audiência a parecer mais informada ao compartilhar.
O Social Media Today conclui que a estratégia principal para marcas deve ser pesquisa de audiência: entender quais temas o público-alvo tem mais probabilidade de responder e compartilhar, dentro e fora da plataforma. Em vez de tentar “agradar o algoritmo” de forma genérica, a marca precisa entender o que sua audiência considera valioso o bastante para levar adiante. (Social Media Today)
Isso muda o trabalho de social media. O profissional precisa olhar menos para frases de efeito e mais para comportamento. O que a audiência discute? Que tipo de dado ela compartilha? Quais opiniões geram identificação? Quais assuntos provocam comentários qualificados? Quais formatos fazem a pessoa enviar o post para alguém?
Também vale pensar no X como plataforma de posicionamento. Diferente de redes mais visuais, o X favorece velocidade, opinião, notícia, comentário e contexto. Marcas que têm visão clara sobre seu mercado podem usar a plataforma para ocupar território intelectual, não apenas para divulgar ofertas.
O impacto para creators e profissionais de social media
Para creators, a atualização reforça que crescer no X depende de mais do que frequência e curtidas. A plataforma parece valorizar conteúdo que provoca circulação e conversa. Isso favorece perfis capazes de construir repertório, responder rapidamente a tendências, criar análises próprias e manter uma relação ativa com a audiência.
Respostas também merecem atenção. Se o algoritmo valoriza ações que indicam conversa, o creator não deve apenas publicar e sair. Responder comentários, participar de discussões e transformar posts em diálogos pode ajudar a manter o conteúdo vivo por mais tempo. O Social Media Today já havia apontado responder comentários como uma prática relevante dentro do sistema. (Social Media Today)
Para social medias, o desafio é adaptar relatórios. Likes deixam de ser métrica central isolada. É preciso acompanhar compartilhamentos, quotes, respostas, cliques em perfil, crescimento qualificado, tráfego gerado e sentimento das interações. Sinais negativos também devem entrar na análise, principalmente quando um post gera polêmica.
A estratégia de X deve ser menos mecânica e mais editorial. Quem publica precisa entender timing, contexto, linguagem e posicionamento. O algoritmo pode distribuir, mas é a relevância cultural do post que faz a audiência reagir.
Transparência algorítmica ainda tem limites
A abertura do código e a divulgação de sinais ajudam a entender melhor o funcionamento do X, mas não tornam o algoritmo totalmente previsível. O próprio repositório oficial explica que o sistema usa modelos, filtros, múltiplas fontes de candidatos, pesos e regras de visibilidade. A plataforma também atualiza componentes e inclui sistemas de classificação de conteúdo, spam, mídia sensível e outras categorias. (GitHub)
Além disso, a transparência técnica não significa simplicidade. Saber que compartilhamentos têm peso maior do que likes não permite prever exatamente o alcance de um post. O resultado depende do usuário, do histórico de engajamento, do conteúdo, da recência, da concorrência no feed, da reputação da conta, dos sinais negativos e de outros fatores envolvidos na distribuição.
O X também lançou um recurso chamado “Under the Hood”, que permite que alguns usuários vejam estatísticas agregadas sobre rótulos aplicados às suas contas e posts que podem afetar visibilidade. Segundo o Business Insider, o recurso foi ativado apenas para um grupo de teste randomizado de contas elegíveis, e uma expansão dependeria do feedback recebido. (Business Insider)
Para profissionais de marketing, a lição é evitar fórmulas mágicas. Algoritmos mudam, sinais são ajustados e a leitura pública é sempre parcial. A melhor estratégia é combinar boas práticas técnicas com conteúdo relevante, consistência editorial e análise contínua de dados.
Como adaptar sua estratégia a partir desses insights
O primeiro ajuste é mudar a pergunta principal. Em vez de perguntar “como conseguir mais likes?”, marcas e creators devem perguntar “por que alguém compartilharia este post?”. Essa mudança orienta temas, formatos e linguagem. Um conteúdo compartilhável precisa ter utilidade, opinião, novidade, identificação ou valor social.
O segundo ajuste é reduzir conteúdos que geram rejeição. Posts enganosos, repetitivos, agressivos ou criados apenas para provocar podem atrair sinais negativos. Mutes, denúncias e “não tenho interesse” são alertas importantes para qualquer perfil que busca crescimento sustentável. (Social Media Today)
O terceiro ajuste é trabalhar mais com pesquisa de audiência. O Social Media Today destaca que marcas devem entender o que seus públicos têm mais chance de responder e compartilhar. Isso exige observar conversas, analisar concorrentes, acompanhar tendências do nicho, testar formatos e medir não apenas volume de engajamento, mas qualidade da reação. (Social Media Today)
O quarto ajuste é criar um fluxo de conteúdo mais editorial. X funciona bem para opinião, notícia, interpretação, atualização rápida e conversa. Marcas que conseguirem transformar conhecimento em posts úteis e compartilháveis tendem a ter mais vantagem do que marcas que usam a plataforma apenas como mural de divulgação.
Conclusão
Os novos insights sobre o algoritmo do X mostram que a plataforma está cada vez mais focada em prever interações de valor, especialmente compartilhamentos, respostas, quotes e sinais de circulação. Curtidas ainda contam, mas parecem ter menos protagonismo diante de ações que indicam que o post realmente entrou em uma conversa ou foi levado para outros contextos. (Social Media Today)
Ao mesmo tempo, sinais negativos como denúncias, mutes e “não tenho interesse” mostram que gerar reação a qualquer custo pode ser perigoso. O algoritmo pode até recompensar conversa, mas também tenta evitar conteúdos que usuários provavelmente rejeitariam. Para marcas, isso reforça a importância de equilibrar ponto de vista, relevância e responsabilidade.
A principal estratégia para ganhar alcance no X não é hackear o algoritmo. É entender profundamente a audiência e criar conteúdo que ela queira compartilhar. Posts úteis, opinativos, contextuais, bem escritos e conectados a conversas reais têm mais chance de circular do que publicações genéricas feitas apenas para cumprir calendário.
Para agências, social medias e creators, a notícia serve como um lembrete importante: redes sociais mudam, mas valor percebido continua sendo o centro da distribuição. O X pode ter aberto mais uma janela sobre seu algoritmo, mas a pergunta decisiva segue a mesma: o que você publica é relevante o suficiente para alguém querer levar adiante?
Para agências que gerenciam vários perfis no X, o segredo é transformar esses aprendizados em processo: pauta, aprovação e análise no mesmo lugar. No AgencyFlow, sua agência acompanha clientes, projetos, aprovações e resultados em uma única plataforma — do briefing ao relatório final.